A fraude tornou-se, em 2025, a face mais visível dos riscos que ameaçam a confiança dos cabo-verdianos no sistema financeiro. Segundo o Relatório de Supervisão Comportamental, divulgado pelo Banco de Cabo Verde (BCV) através do seu Gabinete de Supervisão Comportamental (GSC), as reclamações relacionadas com esta categoria dispararam 150 por cento face a 2024, passando de 10 para 25 casos registados. Levantamentos não autorizados em caixas automáticos, pagamentos online feitos com dados de cartões indevidamente utilizados, fraudes internas praticadas por colaboradores bancários e acessos ilegítimos a contas através de técnicas de phishing figuram entre as situações mais reportadas, um retrato dos desafios impostos pela crescente digitalização dos serviços financeiros.
O fenómeno da fraude insere-se, contudo, num quadro mais amplo de reclamações dos consumidores financeiros. Ao longo do ano, o BCV recebeu um total de 278 reclamações, uma média de cerca de 23 por mês, das quais 245 dirigidas ao sector bancário e 33 ao sector segurador. O sector bancário manteve-se como principal origem das queixas, representando 88 por cento do total e registando um aumento de 1A fraude tornou-se, em 2025, a face mais visível dos riscos que ameaçam a confiança dos cabo-verdianos no sistema financeiro. Segundo o Relatório de Supervisão Comportamental, divulgado pelo Banco de Cabo Verde (BCV) através do seu Gabinete de Supervisão Comportamental (GSC), as reclamações relacionadas com esta categoria dispararam 150 por cento face a 2024, passando de 10 para 25 casos registados. Levantamentos não autorizados em caixas automáticos, pagamentos online feitos com dados de cartões indevidamente utilizados, fraudes internas praticadas por colaboradores bancários e acessos ilegítimos a contas através de técnicas de phishing figuram entre as situações mais reportadas, um retrato dos desafios impostos pela crescente digitalização dos serviços financeiros.
O fenómeno da fraude insere-se, contudo, num quadro mais amplo de reclamações dos consumidores financeiros. Ao longo do ano, o BCV recebeu um total de 278 reclamações, uma média de cerca de 23 por mês, das quais 245 dirigidas ao sector bancário e 33 ao sector segurador. O sector bancário manteve-se como principal origem das queixas, representando 88 por cento do total e registando um aumento de 11,87 por cento face ao ano anterior. O sector segurador, ainda residual em termos absolutos, também não escapou à tendência de crescimento, com um acréscimo de 26,92 por cento, evoluindo de 26 para 33 reclamações, uma trajectória que, segundo o relatório, reflecte tanto o reforço da consciencialização dos consumidores quanto os constrangimentos persistentes na qualidade do atendimento das seguradoras.
Contas bancárias e crédito ao consumo lideram queixas
Entre as 202 reclamações bancárias efectivamente tratadas, que excluem as questões de atendimento fora da competência de fiscalização do BCV, a categoria "Conta Bancária" foi a mais visada, com 61 ocorrências, relacionadas sobretudo com bloqueios ou penhoras indevidas, movimentos a débito não reconhecidos e demoras na disponibilização de contratos e declarações. Seguiu-se, precisamente, a fraude, com 25 reclamações, e o crédito ao consumo, com 21, que registou um crescimento de 90,91 por cento face a 2024. Motivos como a falta de celeridade na análise de pedidos de crédito, alterações de taxas de juro sem notificação prévia e demoras no reembolso antecipado marcaram as queixas nesta área.1,87 por cento face ao ano anterior. O sector segurador, ainda residual em termos absolutos, também não escapou à tendência de crescimento, com um acréscimo de 26,92 por cento, evoluindo de 26 para 33 reclamações, uma trajectória que, segundo o relatório, reflecte tanto o reforço da consciencialização dos consumidores quanto os constrangimentos persistentes na qualidade do atendimento das seguradoras.
Contas bancárias e crédito ao consumo lideram queixas
Entre as 202 reclamações bancárias efectivamente tratadas, que excluem as questões de atendimento fora da competência de fiscalização do BCV, a categoria "Conta Bancária" foi a mais visada, com 61 ocorrências, relacionadas sobretudo com bloqueios ou penhoras indevidas, movimentos a débito não reconhecidos e demoras na disponibilização de contratos e declarações. Seguiu-se, precisamente, a fraude, com 25 reclamações, e o crédito ao consumo, com 21, que registou um crescimento de 90,91 por cento face a 2024. Motivos como a falta de celeridade na análise de pedidos de crédito, alterações de taxas de juro sem notificação prévia e demoras no reembolso antecipado marcaram as queixas nesta área.
